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sábado, 25 de junho de 2011

Música da Vida



Compreendi que a vida não é uma sonata que, para realizar sua beleza, tem que ser tocada até o fim. Dei-me conta, ao contrário, de que a vida é um álbum de minissonatas. 
Cada momento de beleza vivido e amado, por efêmero que seja, é uma experiência completa que está destinada à eternidade. 
Um único momento de beleza e de amor justifica a vida inteira."


Rubem Alves


quinta-feira, 24 de março de 2011

CADA DIA É UMA PEQUENA VIDA


Cada dia é uma pequena vida...
Nos últimos 18 meses, especialmente, tenho buscado uma compreensão ainda mais profunda de mim mesma e, consequentemente, de cada alma que de mim, de alguma forma, se aproxima...

Nesta jornada, tenho descoberto e confirmado, cada vez com maior lucidez, uma verdade que pode ser ótima (ou não) dependendo da forma como lidamos com ela: cada dia é uma pequena vida!

Cada situação é uma encruzilhada. Cada passo é uma escolha que pode mudar tudo. Talvez seja exatamente por isso que é tão difícil nos mantermos fiéis aos sentimentos que mais desejamos experimentar: alegria, auto-estima, gentileza, amor...

Um passo vacilante... e tudo se modifica. O que era amor pode se transformar em ciúme, egoísmo, raiva, medo. O que era alegria pode se transformar em dúvida, desesperança, tristeza. O que era auto-estima pode se transformar em insegurança, agressividade, dor. O que era gentileza pode se transformar em intolerância, desistência, arrogância.

Uma atitude, uma escolha... e tudo pode mudar! E isso me faz lembrar da máxima “Orai e vigiai”. Quando a gente ora, pede o que deseja, entra em estado de humildade, receptividade, esperança... Mas um minuto depois, é preciso que entremos em vigília constante.

Somos passionais, motivados por reações. Ainda não aprendemos a ponderar. Reagimos automaticamente a partir de crenças limitantes, de preconceitos e defesas internas. Reagimos: este é o problema.

Precisamos começar a agir. Sempre agir. Cada passo precisa ser uma ação consciente, atenta, lúcida. E para que isso se torne possível, só há uma maneira: treino, prática, repetição... dia após dia até que se torne hábito.

Só podemos destruir um velho hábito que já não nos interessa se no lugar dele construirmos um novo, que revele uma nova direção, um novo caminho. Os sentimentos difíceis continuarão dentro da gente, mas em vez de reagirmos a eles, podemos decidir por uma nova ação.

Em último caso, tenho feito assim: quando ainda não sei qual a nova ação que posso ter diante de um sentimento difícil, opto pelo silêncio. Respiro fundo, entro em contato com o que estou sentindo, reconheço que estou me deixando atingir pelo que está acontecendo e simplesmente espero, em silêncio, até que consiga encontrar, dentro de mim, uma nova maneira de agir diante de velhos sentimentos.

E assim, de vida em vida, um dia de cada vez, pretendo acordar amanhã mais positiva do que fui hoje...

Rosana Braga



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Memória do Olhar




Quem já apreciou a costa vista do mar, sabe ao que me refiro agora.
È um panorama totalmente inusitado, este o de apreciar a paisagem do litoral estando em meio-mar. Os contornos da cidade antes tão familiares ganham recortes novos, reentrâncias que nunca dantes descobertas, agora se desnudam ante nossos olhos maravilhados com a beleza dos desenhos naturais, traço de mãos divinas.
E o silêncio, então? O silêncio marinho, repleto de seus cantares característicos destoa com força a distância daqueles outros sons, o da praia, o da cidade em seu entorno.E nos sentimos conchas naquele mar azul ondulante, apaziguados em seu ninar dolente como espectadores do espetáculo da vida que pulsa à frente e à volta de nós.Somos partícipes do cenário. Nossos sentidos se aguçam na percepção desse todo majestoso que nos faz mais e mais Vivos!
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" Que costa é que as ondas contam
E se não pode encontrar
Por mais naus que haja no mar?
O que é que as ondas encontram
E nunca se vê surgindo?
Este som de o mar praiar,
Onde é que está existindo?"
Fernando Pessoa

terça-feira, 29 de junho de 2010

Cuidando da Vida

"... Com o objetivo de aproximar uma mulher da natureza da vida-morte-vida, peça-lhe que cuide de um jardim.
Seja ele psíquico, seja ele de terra, de estrume, de flor...O jardim é um vínculo concreto com a vida e a morte. Seria mesmo possível dizer que existe uma "religião dos jardins",pois eles nos ensinam profundas lições espirituais e psicológicas.
Qualquer coisa que possa acontecer a um jardim, pode acontecer conosco, à nossa alma, à nossa psiquê: 
excesso de água, falta de água, pragas, calor demasiado, frio cortante, tempestades, enchentes, invasões, milagres, belezas, florescimentos,ressecamentos, reverdecimentos, bençãos, curas...

O jardim é uma prática meditativa, uma oração pessoal, uma pausa no tempo a dizer a hora de alguma coisa nascer ou morrer.
No jardim, podemos ver chegar a hora de desfrutar e a hora de partir!"
                                     Clarissa Èstes