" E se você dormisse?
E se você sonhasse?
E se, em seu sonho,
você fosse ao paraíso
e lá colhesse uma flor
bela e estranha?
E se, ao despertar,
você tivesse a flor
entre as mãos?
Ah, e então?
Jostein Gaarder_ O Mundo de Sofia
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Tive bons motivos para radicalizar(rs).Primeiro o poema, depois, um filme antigo, pueril, mas que desperta a menina adormecida em mim. Já falei aqui, em outras oportunidades,da importância que dou à minha criança interior.Creio que os bacharéis das áreas da psiquê terão um monte de designações para essa atitude.De repente, é fuga da realidade, isolamento,sei lá, não conceituo, apenas sinto e como sinto-me bem toda vez que a revisito, vou cultivando com carinho essas fugidinhas.
Nem sempre planejo, muitas das vezes sou envolvida por uma pausa entre dois instantes de realidade que me carregam acima do chão.Então eu me deixo arrebatar pelas possibilidades de sonhar sem freios, rir na mais simples alegria, desejar que tudo e todos também estejam naquela fração do tempo esquecidos dos compromissos, das tristezas, das lidas diárias...
E trazendo nas mãos a flor que sonhei, permito-me mergulhar numa tela campestre cantando e brincando com o cenário.Claro que, vocês já descobriram de que filme eu falo: Mary Poppins.Uma celebrada produção infantil, mas tão cheia de passagens marcantes bem á frente de nossos olhos, que recomendo sua assistência.
È espetacular a cena em que o tio das crianças numa crise de riso fique tão leve que possa flutuar pelo aposento contagiando a todos, que passam a flutuar também."A alegria contagia e faz voar."
Misturando nossos olhares descobrimos em muitos filmes ditos infantis ,uma grande porcentagem de filosofia. Tenho uma boa lista para sugerir. Por hora, vou estender o convite a quem se interessar em sonhar infantilmente, rir, cantar, crer que possa voar.
Então, interessados(as) em experimentar?


