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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Onde se perde meu olhar









Cheguei agorinha de lá de perto do meu marzão azul. Aquele que se estende em horizonte aberto a contornar ilhotas preguiçosas boiando placidamente em suas vagas.É nele que meu olhar se perde risonho. É nele que meus ares se renovam e meu espírito voeja ao sabor das suas brisas carinhosas.Sim, carinho soprado, refrescante e cantado em melodioso marulhar ritmado.

Num rasgo de fantasia, imagino-me navegando por seus ondulantes movimentos a embalar sonhos e realidades numa mesma sintonia.Mar suave, mare nostrum, mare mio, mexido por Éolo em suas brincantes estrepolias pelos quadrantes do mundo.São momentos de calar a voz do corpo e deixar que somente a da alma, fale.

No livro: "Mar sem fim", o navegador Amyr Klink declara enfático, de pé, no cais da enseada Antártica:
___ Vivo um daqueles raros momentos em que não se precisa de mais nada além do que os olhos contemplam."


São em momentos assim que se desenham as metáforas da vida.