" Nana neném, que a cuca vem pegar,
papai foi pra roça
mamãe foi trabalhar.
Desce gatinho
de cima do telhado,
pra ver se a criança
dorme um sono sossegado!"
Claramente estou numa fase alta do meu vovozar. Não que, desde que alcei esse posto, tenha deixado a intensidade amornar, porém, vejo que para além das vivências rotineiras com os netos e netas, alio frequentemente as doces lembranças deles quando pequeninos. Aqui estico o assunto do post anterior e me deixo vagar pelas fotos e ocasiões muito queridas com todos eles pequeninos em meus braços. Momentos que se fundiam nas lembranças de seus pais em mesma fase da vida, quando os embalava cantando cantigas de ninar.
Tendo lido um texto interessante sobre o efeito das canções de ninar, foi-me impossível não revisitar esse tempo tão precioso.
" SE vasculhar bem suas memórias mais profundas, talvez se lembre que muitas das suas lembranças sonoras mais antigas são canções de ninar, entoadas por vozes familiares, talvez de uma avó, um pai, mas muito provavelmente de uma mãe. A voz materna e as canções de ninar estão aí para nos lembrar que certos sons são fundamentais para sustentar a arquitetura de nosso ser, chegando até a ter potencial curativo[...]"
(lunetas.com.br/canções de ninar)


