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sábado, 23 de novembro de 2019

A vaidade corrosiva

(By-Tica)

Mais vezes do que transparece, existe uma cegueira não reconhecida para obviedades que gritam sua permanência. Em minha ida semanal ao salão de manicure lustrando o verniz da vaidade, todo ambiente se apresentava como de costume.Muitas clientes. Movimento frenético, zunido dos secadores e conversas em voz alta duelando com a barulheira e, completando o pacote, a TV ligada em programas sem conteúdo relevante.

Como já apontei, foi mais uma ida costumeira ao salão de beleza. Coisa de mulher? Não mesmo, coisa de gente caprichosa, ciosa da aparência, porém , sem exageros, ao menos no meu caso e, não vai aí nenhuma crítica àquelas e aqueles que são mais radicais. Tudo bem se lhe for de gosto.

Minha crítica acirrada vai, não para a vaidade com a aparência e, sim, pára a vaidade no temperamento. Aquela que se entranha feito ferrugem no caráter pessoal e dá gigantismo à arrogância e a sua co-irmã, a soberba . A vaidade que transforma indivíduos em caricaturas de si mesmos ao perderem a linha da razão plausível e só enxergarem seu ego inflado, doentio e esmagador. A vaidade aliada ao poder e dele nutrida que cega qualquer resquício de decência, revestindo seu portador da crença oca em suas teorias como sendo as únicas corretas para todos. 

Ledo engano. Triste concepção que vendo-se alijada ganha contornos monstruosos e vocifera impropérios contra tudo e todos sem o menor arrependimento. Prova cabal do egocentrismo exacerbado, da vaidade doentia, da fome de poder que não se conforma em perder o estrelismo. Mostra-se então, o Abominável espectro de homem. 



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