Ontem,passando por São Cristóvão, bairro antigo do centro do Rio que teve sua época áurea no IIº império e nos anos iniciais da república recém-instaurada, vi com pesar o estado degradante que se apresenta. Muros e fachadas de casas e prédios totalmente pichados/rabiscados em clara intenção vandalizadora. A arquitetura clássica do casario resiste bravamente ao estado de deterioração reinante. Um local que guarda em suas construções parte da história da cidade e do país, encontra-se em profundo desterro dentro do próprio território.
Não há vontade particular e nem pública( esta, não mesmo) de promover uma revitalização urgente. Preservar e cuidar não fazem parte do dicionário da classe política local. Os verbetes em pauta permanente são outros, bem os sabemos quais.
Frustração é a palavra que me destaca, pra registrar o mínimo de desolação ante tantas situações iguais espalhadas por outras regiões da cidade do Rio de Janeiro. A imagem que aponto aos bambas do power point seria um mapa do Brasil tendo a cidade descolada do território, pairando suspensa por uma espécie de cordão a sustentá-la, porém, deixando-a inatingível.
A cidade está tristemente degradada em seus espaços sociais e culturais, vilipendiada em valores e princípios, descarnada em suas raízes. Pobre Rio de Janeiro!
