Sem negar a máxima de "saber é preciso", nessa era da intensa e frenética informação, faço pausas terapêuticas pra recarregar a alma de amenidades, algum lirismo e doses de nonsense inócuo; placebo admitido no correr destes dias espantosos, alarmantes em alto grau.Sinto-me enormemente afligida com tantos e tão assustadores informes que minh'alma anda encolhida e quase criando penas de avestruz, que num esforço diário arranco com a pinça do restinho de ânimo que encontro enfurnado na última gaveta do coração...consciente.
Foi nesse embalo de saber e abstrair que voltei meu foco para os preparativos do Natal, povoando a mente e o espírito no intento de reunir alegria comemorada em família.Noves fora consumismo exagerado, faço sim, a lista dos presentes encabeçada pelos netos e netas, filhos e filhas, noras, genros e as amigas, num critério balanceado pelo significado da data: lembranças afetivas ou presentes com alma.Achei bonito o termo definindo os objetos que trazem carinho e afeto em sua criação.O que não faltam são presentes mágicos feitos por mãos habilidosas e cheios de utilidade.É só dar um giro pela web que ficamos boquiabertos(as) com a enormidade de lindezas artesanais.Houve até um lembrete veiculado no Face sobre dar-se valor aos artesãos, especialmente nestas datas.
Eu sempre me meti a fazer umas e outras coisinhas aqui e ali, sem maiores pretensões. De quadrinhos em tapeçaria, passando por crochet e ponto cruz à decoupage, gosto de ocupar as mãos e a mente em horas delicadas e,comprovar como isso me faz bem, como tem alimentado meu ânimo a ponto de no mês passado mover-me na redescoberta do crochet, que resultou em duas sainhas pras netinhas.
Fica a dica e meu intento de que resistir ao abatimento renova e faz crescer.
