Mostrando postagens com marcador mulheres afegãs. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mulheres afegãs. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Brincadeira Boa

Juntei-me à Glorinha, a Beth,a Vivian e a Zizi, nessa brincadeira boa e gostosa; a de espalhar confetes literários pelos Blogs.
Funciona assim:  abrir um livro à sua escolha ou que esteja lendo no momento. Abrir na página correspondente à sua idade, para mim a 55 e, transcrever no post um trecho que considera relevante.
Quem quiser participar é só seguir os preceitos e juntar-se a nós semeando boas palavras pela net.
Está feito o convite!


Escolhi o livro em leitura atual: O Livreiro de Cabul, Asne Seierstad, edit: Record. 



"No Afeganistão, mulher apaixonada é tabu. È proibido pelos conceitos de honra rigorosos do clã e pelos mulás.Os jovens não têm o direito de se encontrar para amar, não têm o direito de escolher. Amor tem pouco a ver com casamento, ao contrário, pode ser um grave crime, castigado com a morte. Pessoas indisciplinadas são mortas a sangue-frio. Caso apenas um dos dois tenha de ser castigado com a morte, invariavelmente é a mulher.


Mulheres jovens são, antes de mais nada, um objeto de troca e venda. Um casamento é um contrato entre famílias ou dentro de uma família.A vantagem que o casamento pode ter para o clã é o que determina tudo__
sentimentos raramente são levados em consideração. Durante séculos,as mulheres afegãs têm suportado a injustiça cometida contra elas.Mas em canções e poemas as próprias mulheres dão seu testemunho.São canções para ninguém ouvir,e até o eco permanece nas montanhas ou no deserto.


Elas protestam "se suicidando ou cantando", escreveu o poeta afegão Sayed B. Majrouh num livro de poemas das próprias mulheres pashtun( etnia afegã)..."




Imagem:  menina afegã, Sharbat Gula, clicada por McCurry em 1984.