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sábado, 29 de outubro de 2011

Peripécias de Dom Miguel


Oi pessoal, sou Miguelito, xodó da vovó. 
Parece que foi ontem que eu no colo da vovó, 
olhava atento pro mundo ao redor.
Já tenho estórias, já faço artes, 
já canto,danço e encanto.
Do alto dos meus 18 meses, 
já estou preparando um rock animado,
esperando a priminha pra fazer um dobrado(rs). 


Não precisa mandar duas vezes. 
Se é pra soprar velinhas, 
deixa comigo.
Sou o bam-bam-bam da família. 
Arteiro, faceiro, catito.


Adoro uma bagunça,
me dobro de tanto rir.
Pedindo pra não parar
não canso e não desisto,
Quero é aproveitar! 
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Numa corujice explícita, trago até aqui o Miguelito lindão, dono do sorriso mais cativante do pedaço.
E, para juntar amor e infância, nada melhor que a poesia de Cecília Meireles, "O Menino Azul": 

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)