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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Editar - verbo moderno








Acho a maior graça quando ouço meu neto de seis anos declarar que vai editar um desenho que fez na tela do ipad e, ainda me convida a pintar com ele. Tudo na maior naturalidade. Tudo tão simples e tão comum;pra ele. Sigo seus movimentos, ouso cores e peço sua opinião enquanto na tela de fundo da mente passa em sépia o filme das minhas próprias edições em aventuras gráficas com papel, lápis e borracha.Máquinas manuais e imprescindíveis noutros tempos.
Ter-se habilidade em seus usos requeria tempo e esforço, dedicação e perseverança, capricho, muito capricho.Os trabalhos escolares eram verdadeiros painéis artísticos, salvo exageros.Se uma letra titular saía torta, chegava a trazer suspiros desalentadores ao peito. Sim, porque nem todas as borrachas eram capazes de "editar" o erro acontecido. Havia as tais específicas para caneta que eram na verdade, desastrosas, manchavam mais que eliminavam o indesejável.Cada página de apresentação em trabalhos escolares tinha de ser impecável, afinal, mais que a nota da avaliação, importava a exposição do dito no mural da sala. Então, o esmero na apresentação rivalizava com a pesquisa de conteúdo, ambas detalhadas e caprichadas.Entre réguas, compassos, lápis e pincéis, normógrafos e figuras, ia-se compondo uma peça ilustrativa e clara sobre os temas pedidos pela professora.
Não tenho informação de como se dá tal atividade hoje em dia. As colegas na ativa, aqui da blogosfera, poderão me dizer como a prática se adaptou aos avanços tecnológicos, mas de antemão afirmo que, não há de ter o mesmo esmero cuidadoso de antes quando toda confecção exigia múltiplas habilidades dos alunos.



Um breve trecho do artigo do colunista Almandrade/ portalArtes, em: " Falar sobre a obra de arte"___ 


"A obra de arte é, muitas vezes, uma superfície para o olhar pretensioso do observador arremessar inquietações e localizar fantasmas. Se quem olha inventa realidades, quem escreve imagina no texto verdades suspeitas, que apenas aproximam ou interrogam o trabalho do outro. Recomenda-se ficar em silêncio, para se escutar o diálogo dos personagens que desenham a paisagem do objeto de arte. Eles fazem parte da memória da arte. Escutar o som que vem das cores, das formas e das linhas e os acordes de um movimento brusco de um pincel que deixa rastros, que marcam a certeza e a incerteza da mão..."