Arte de Johanna Wrigth
Eis que voltam os ventos suaves da navegação!
Tudo correito, sincronizado ao toque e desejo expresso nas teclas.Ah, doce segurança de certeza adquirida.
Como é reconfortante termos como certas nossas premissas.E, como reagimos mal diante de frustrações, mesmo que de pouca monta como o "tilte" do Blogger.
São experiências reveladoras de nuances, que escondidas sob a mecânica diária acabam por se revelarem ante uma dificuldade.
Então, para pensarmos melhor sobre o fato, trouxe um artigo bem pontual;
Crise e Oportunidade
É velha a estória de que toda crise traz consigo ruptura e oportunidade. A sabedoria chinesa (wei-chi) e grega (kairós) nos legaram isso. O curioso é que estamos permanentemente em crise, nunca satisfeitos com o que temos. Feito crianças que lutam para serem presenteadas com um brinquedo novo e o abandonam após quinze minutos de divertimento, estamos sempre descontentes. Nossas crises pessoais são diárias. Nossas empresas estão em crises constantes. Nosso país atravessa uma crise ininterrupta. Por isso, resta-nos o tempo todo a necessidade de mudar e a urgência de fazê-lo enquanto ainda nos resta tempo. O tempo é longo, mas nossos dias são breves.
Assim, aos que atravessam crises, tenho muitos desejos. Desejo-lhes primeiro o discernimento, porque é preciso separar as crises reais das imaginárias e distinguir o “mudar” do “mudar para melhor”. Desejo-lhes a flexibilidade, pois deve-se aprender a curvar-se diante da inexorabilidade dos fatos mesmo quando confrontados com os argumentos mais sólidos. Desejo-lhes a ousadia, porque é preferível tentar e arriscar a inclinar-se frente ao receio e às adversidades. Desejo-lhes a criatividade, pois o mundo solicita que se faça diferente para que se possa evoluir. Mas, sobretudo, desejo-lhes a coragem, para dominar o medo, para realizar escolhas, para abdicar da estabilidade infeliz, para combater a hesitação, para negar o que não lhes convém e para exigir o que lhes é próprio, por direito divino. Você faz o que te dá medo e ganha coragem depois. Não antes. É assim que funciona. Já disse isso antes...
Tom Coelho
