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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Amar é Importante


O ser humano desfrutará de maior paz consigo mesmo se puder se relacionar com uma pessoa a quem diga, com palavras e gestos, "eu te amo" e de quem ouça com total sinceridade: "Eu também te amo".
Mas amar supõe evoluir todos os dias, conhecer o outro cada vez melhor, construir com ele um lugar no mundo em que as pessoas, ao entrar, sentirão que ali existe vida, carinho sincero, vontade de acertar.
Nos momentos de crise ou de mágoa, dizer "eu te amo" ao parceiro é ter a coragem de lhe dizer que ele fez algo de que você não gostou. Nos momentos de alegria e êxtase, dizer "eu te amo" é saber compartilhar essa alegria com quem você ama, abrindo seu coração sem reservas. Nos momentos de dor, dizer "eu te amo" é talvez não dizer nada, mas deixar evidente ao outro que você está ao seu lado aconteça o que acontecer. Nos momentos em que você perceber que errou, a melhor maneira de dizer "eu te amo" é simplesmente dizer: "Desculpe pelo meu erro". Nos momentos em que o outro errou, e está triste porque cometeu o erro, a melhor maneira de dizer "eu te amo" é se aproximar lentamente dele, colocar a mão em seu ombro e dizer suavemente: "Tudo bem, já ficou para trás".
Amar pode dar certo é a frase mais simples possível para traduzir a convicção de que nascemos para amar e ser amados, e que nossa felicidade consiste em realizar essa missão.
Todos os seres humanos possuem um grande objetivo na vida: viver em estado de pleno amor. Talvez poucas pessoas estejam conscientes da importância que o amor tem ou pode ter em sua existência. Alguns vivem o amor em sua plenitude pelo simples fato de dispor dele em abundância. Aprenderam a amar, a se entregar ao ser amado e a estabelecer relacionamentos criativos.
Permita-se assumir o risco de demonstrar seu amor, mesmo que a outra pessoa não vá aceitá-lo, porque amar alguém não é um problema nem um defeito; é uma virtude. Se ela não aceitar o seu amor, o problema não é seu, pois, uma vez que você descobriu o jeito de amar, ficará faltando apenas encontrar um companheiro para a viagem a dois.
Olhar para o passado é importante. Quem não sabe de onde veio e o que fez também não sabe para onde vai e o que vai fazer. Mas eu gostaria, sobretudo, que você olhasse para o seu presente, para a pessoa que está ao seu lado, e repetisse em seu coração alguma frase ou idéia que achou mais importante dentre tudo o que leu aqui.
Se você está só, abra o seu coração, coloque um sorriso no rosto, retome o brilho nos olhos e acredite que a vida lhe prepara maravilhosas surpresas. Tenho a esperança de que com esta nossa conversa você tenha conseguido mais energia e inspiração para desfrutar melhor o Amor, uma realidade valiosa demais para ser banalizada.
E lembre-se: você é o autor da sua vida e é capaz de escrever uma história de amor muito linda, na qual receba e dê muito amor. Saiba sempre que amar pode dar certo, desde que você cuide do Amor com muito carinho e sabedoria.
O amor é eterno e maravilhoso em sua essência, capaz de realizar as mais importantes transformações em um ser humano, mas as pessoas atualmente se machucam muito porque não aprenderam a amar de uma forma plena.
O problema não está no amor. O ser humano não consegue ser feliz sozinho. Desistir de amar é deixar de lado uma parte fundamental da própria vida, e por isso mesmo é triste ver tantas pessoas tratarem o amor com desprezo, acharem as manifestações de romantismo algo feio e, principalmente, desistirem de viver um grande amor. Chega de pessimismo!
Vale a pena amar, acreditar no amor, entregar-se ao amor. O otimismo no amor significa acreditar que, apesar de todas as dificuldades, o amor satisfaz os nossos mais profundos desejos de compreender e ser compreendido, de valorizar e ser valorizado, de dar e receber. Por favor, acredite sempre no amor e respeite a sua vocação para amar e ser amado. Estou torcendo por você.
*Roberto Shinyashiki  é psiquiatra, escritor e conferencista



sábado, 30 de abril de 2011

Contradições

Arte de Taras Loboda 

Saberás que não te amo e que te amo
porquanto de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem sua metade fria.


Eu te amo para começar a te amar,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de te amar nunca:
por isso mesmo é que ainda não te amo.[ ]

Pablo Neruda
De Cien sonetos de amor

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A Escolha do Amor



Pessoas que têm certezas absolutas erram mais. Todos os dias fazemos escolhas em nossas vidas. Algumas escolhas são simples; outras, mais complexas. Escolhemos a roupa, o sapato, a alimentação, o trajeto. Escolhemos a escola, o trabalho, as prioridades. Como não é possível resolver todos os problemas de uma única vez, vamos escolhendo aqueles que precisam ser solucionados antes. Escolhemos no supermercado, na loja, a forma de pagamento. Algumas escolhas simples ficam complicadas quando complicamos a vida. Fazer um almoço se torna um calvário para quem está angustiado. Ter de escolher o que fazer e que agrade às outras pessoas da família parece um trabalho insano.

Escolher a escola dos filhos. Escolher a mudança de emprego. Aos poucos as escolhas vão exigindo mais reflexão e o resultado da escolha vai ficando mais sério. Uma coisa é escolher a comida errada no cardápio e decidir que não vai pedir mais aquele prato. Outra coisa é perceber que casou com a pessoa errada. A escolha do casamento tem de ser mais demorada do que a do produto de uma prateleira em um supermercado.

Como somos imperfeitos, a dúvida sempre fará parte de nossas escolhas. E é diante da dúvida que amadurecemos. Pessoas que têm certezas absolutas erram mais e sofrem mais com isso.

A dúvida nos torna mais humildes, mais abertos ao diálogo. Nesses momentos é que percebemos nossa maturidade frente aos obstáculos. Os mais concretos ou os mais abstratos.

Uma modesta sugestão: Diante das dúvidas que surgirem, escolha o amor.

Diante de sentimentos mesquinhos, como a inveja, o ciúme, a vingança; escolha o amor. Antes de falar, pense. Mas pense com amor. Antes de agredir, lembre-se de que o tempo da cicatriz é mais demorado do que o tempo do comedimento. Antes de usar a palavra como instrumento de maldizer, lembre-se de que o silêncio é o grande amigo e de que, na dúvida, o outro deve receber a sua compaixão.

Diante do comodismo, da alienação, escolha o amor em ação. Assim fizeram os apóstolos, mesmo sabendo que seriam incompreendidos; assim fez Francisco de Assis quando ousou chamar a todos de irmãos; ou Dom Bosco com os jovens que só se aquietavam quando se sentiam amados. Assim fez Madre Tereza de Calcutá que fazia a escolha do amor diante de cada próximo que dela precisasse. Diante da boa dúvida, é bom pedir ajuda...

Que sejamos responsáveis em nossas escolhas simples ou mais complexas. Mais uma vez, com amor, tudo fica mais fácil e mais bonito!
                                                Gabriel Chalita 

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Já tive provas concretas de que na dúvida, escolher o amor dá certo.
Aquele desentendimento bobo, que ganha ares de sério, pode ser dissolvido se houver amor na fala e nos gestos que se seguirão.
Aquela insegurança funesta que teima em se alojar em nosso espírito, pode ser espantada com o amor franco e aberto.
Aquele malentendido suspenso no ar, será clareado com amor vibrante.
Que a cada passo estejamos acompanhados do amor libertador!
Um lindo final de semana p/ vcs.
Calu

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Sorriso Etrusco

Fui surpreendida por outra data de julho_ o dia dos avós.Como sou estreante na categoria , já me interessei pelo assunto e quase de imediato recordei-me de um livro lido no final do ano passado, e que muito me comoveu.
Trata-se do romance" O Sorriso Etrusco",de José Luis Sampedro.Com uma escrita poética, o autor nos convida a conhecer a vida de Salvatore Rosconne, um  setentão calabrês típico, profundamente atávico à sua história. Rude de modos, mas aristocrático de alma.Guerreiro partigiano da 2ª Guerra Mundial, ferrenho defensor de suas convicções e que se vê arrastado para a grande Milão afim de tratar-se da sua"rusca"; um câncer que  lhe corroe as entranhas_ como diz.
Entre os dissabores do choque cultural e da difícil convivência com o filho e a nora,encontra alento em seu netinho de 13 meses em sua descoberta do mundo. Na alegria dessa convivência vai permeando seus dias entre assombros e dissabores com"... os jeitos modernos e estranhos dessa gente milanesa."
E nesse entremeio de vivências, ele descobre o amor de uma mulher que o faz sorrir novamente devolvendo-lhe a alegria de viver.
È através do olhar de Hortência que Salvatore redescobre a vida, e nos transporta com ele por todos os meandros de uma existência pulsante.